Japão: Kyoto + Nara

Kyoto

Kyoto é uma das cidades mais surpreendentes que visitei. Lá você consegue respirar história, se sentir no passado, e é um local que estimula a espiritualidade. Não dá para ir ao Japão sem visitar Kyoto. Nara é uma cidade próxima, que dá para visitar em 1 dia.

Em Kyoto, o transporte é feito principalmente por ônibus. Há também metrôs, mas para chegar aos templos, que são espalhados, os ônibus geralmente melhores.

Highlights

  1. Subir a montanha e ficar sozinha com a natureza em Fushimi Inari-Taisha
  2. Floresta de bambus
  3. Comida: é tudo incrível em Kyoto, ótimas experiências gastronômicas.
  4. Caminhar pelo distrito tradicional em uma tarde de domingo
  5. Admirar o jardim de pedras de Ryoanji

Por pontos de interesse

Gion

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É o bairro do entretenimento, e um dos ótimos lugares para ter uma sensação do Japão antigo. Há várias áreas mais tradicionais, como o Geisha District e o Traditional District, com ruas lindas com arquitetura tradicional, lanternas vermelhas, templos, restaurantes, etc. Passeie por lá de noite, muito charmoso. Shijo-Dori tem várias lojinhas e Shinbashi Dori (ver link) é uma das ruas mais charmosas, mas passeie pelas diversas ruas à noite.

Lá fica o famoso teatro Minami-za, o mais antigo teatro de Kabuki do Japão. Não há apresentações durante todo o ano, é preciso de programar.

Gion Corner é uma casa de espetáculos turística que apresenta diversas manifestações da cultura japonesa. É bem turístico, mas um programa rápido para a noite caso você tenha tempo disponível. Eles apresentam e falam sobre a cerimônia do chá, dança com gueixas, tipos de teatro (marionetes e cômico), música da corte, entre outros.

Para mais informações, veja o link do lonely planet.

Traditional District

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Mais ao sul de Gion, há uma área tradicional para passear durante o dia. Ali diversas pessoas se vestem com roupas tradicionais de gueixa e passeiam pelas ruas durante os fins-de-semana. Lugar delicioso para passear e observas as lojas e pessoas, mas pode ficar cheio. Dali ande em direção ao templo Kiyozumi Dera.

Kiyozumidera (templo)

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Muito popular em Kyoto, dá para ter uma boa vista da cidade. Conhecido como o templo da água, possui lindas construções.

Fushimi Inari-Taisha (templo)

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O templo mais fascinante de Kyoto, um local que te faz esquecer do tempo e mergulhar na experiência espiritual na natureza. Sua marca são os Toriis (portais) vermelhos – há mais de 10.000 deles espalhados em kilômetros.  Fica BEM cheio, e é difícil tirar boas fotos ou conseguir absorver a energia do local com tantas pessoas. Por isso, vale muito à pena percorrer o percurso e subir a montanha seguindo os toriis. Lá em cima há um mirante, e fica bem mais vazio, além de trazer sensações inesquecíveis. Há várias estátuas de raposas, consideradas animais sagrados e mensageiras de Inari (deus dos cereais, do arroz).

Tenryu-ji + Bambuzal em Arashiyama

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O templo é constituído de diversas construções, com um belíssimo jardim (exatamente igual desde o sex XIV) e passagem para o bambuzal. É um templo Zen Budista, do ramo Rinzai, construído em 1339. Foi contruído pelo shogun Ashikaga Takauji, em homenagem ao Imperador Go-Daigo, que morreu em uma guerra civil. No mesmo local, anteriormente havia o primeiro templo Zen do Japão (Danrin-ji, sec. IX). Assim como muitas construções no Japão, o templo sofreu 8 incêndios e a maioria dos prédios atuais são da era Meiji (1868-1912).

O bambuzal é uma faixa não muito longa, com bambus extremamente altos, e é uma experiência fascinante. Não há fotografia que consiga capturar a sensação de estar naquele local. Tente ir cedo para fugir da multidão de turistas.

Ryoan-ji

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É famoso por seu jardim zen de pedras, criado por um monge zen em torno de 1500 e se mantém exatamente igual desde então. Contém somente 15 pedras, cuidadosamente escolhidas e posicionadas, e cascalho branco meticulosamente arranjado. Nunca vi nada igual, fascinante.

Kinkaku-ji

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Conhecido como o Pavilhão de Ouro. O belíssimo edifício principal fica à beira de um lago e é todo coberto de folhas de ouro. Fica muito cheio, chegue cedo.

Ginkaku-ji

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É um local construído pelo shogun Yoshimasa para viver após sua aposentaria. O jardim é belíssimo, em perfeita harmonia com as construções. Belíssimo e um local delicioso para caminhar.

Nara

Nara já foi capital do Japão, portanto possui algumas construções históricas significativas. Para quem vai passar somente 1 dia (é menos de 1hora de trem de Kyoto), dá para explorar o Parque de Nara e seus templos. O parque possui centenas de veados (considerados mensageiros divinos), muito acostumados com os visitantes. São muito fofos de ver, mas sentar no parque para comer um bentô pode ser difícil sem que eles venham pedir comida. Também gostam muito de comer papel, cuidado com os tissues que tiver na sua bolsa. Todos os templos abaixo são dentro do parque.

Todaiji Temple (Buda sentado)

É a maior construção de madeira do mundo, que abriga uma enorme estátua de Buda dentro. Ponto alto de Nara. Perto do portão, há dois guias que ficam sentados em uma mesinha e oferecem um tour gratuito. Vale muito à pena pois eles contam a história do templo, da inserção do budismo no Japão, e falam de diversos detalhes da arquitetura.

Além desse Hall principal com o Buda, há outros menores que fazem parte de Todaiji, vale explorar.

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Templo Kasugataisha

É um templo bem diferente, com muitas lanternas de diversos tipos, tanto dentro quanto fora. É belíssimo e bastante espiritualizado, é possível ver alguns rituais sendo praticados.

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Alemanha: Colônia

Cologne

Innenstadt/Ring

O ring demarca a antiga muralha da cidade. Ainda dá para ver parte da muralha e portões em diversos pontos, como Rudolfplatz e Chlodwigplatz. 

Zülpicher Platz: é a área de bares e dos estudantes. Bom local para comer barato. Há um Kneipe ótimo, estilo bar antigo, que serve Wienerschnitzel chamado Bei Oma Kleinmann. Também há algumas casas de Döner Kebab e de Falafel que são as melhores da cidade. Ali perto há a Schaafenstraße, rua com diversos bares gays masculinos.

Belgisches Viertel: Há vários restaurantes e cafés nessa área, assim como lojas de móveis e roupas de designers iniciantes independentes (principalmente na MaastrichterStr e arredores). Lugar gostoso para caminhar no fim-de-semana, e tomar uma cerveja na Brüsseler Platz. Você pode comprar cerveja em um dos kiosks da área, programa barato e ao ar livre. Ali há também o Hallmackenreuther, cafe hipster com decoração anos 60 que hospeda alguns eventos também. Subindo a BrüsselerStraße há vários bares bacanas, como o Zum Goldenen Schuss, o Barracuda (mini bar com música eletrônica) e o Stadtgarten (restaurante e shows tb, na entrada do parque).

A AachenerStraße (no trecho entre o Ring e a Moltkestraße) é um local de encontro, com seus diversos cafes e restaurantes estilo francês. Destaques para o hipster Salon Schmitz (e a Metzgerei Schmitz, em estilo açougue, com deliciosas saladas)

Ring: em geral fuja dos restaurantes e bares do Ring. Tendem a ser mais caros, mais turísticos, com menos personalidade e comida ruim.

Ehrenstraße é uma rua menos cheia para fazer compras e caminhar para ver gente.

Cidade antiga (Altstadt)

Kölner Dom é o highlight. Local fascinante para visitar diversas vezes. Eventualmente há concertos de órgão, e mesmo não sendo católico vale ver uma missa lá. A área ao redor possui diversos museus e casas culturais, como a Filarmônica (Kölner Philharmonie) – altamente recomendada. Caminhe pelo Rio Reno para ver a parte antiga de casas e construções.

HoheStraße era a antiga rua do mercado, que partia do antigo portão da igreja. Ainda hoje é uma das principais ruas de compras. Virando na Schildergasse, chega-se a Neumarkt.

Os Gaffel am Dom e Früh am Dom são cervejarias (Brauhaus) autênticas de Colônia. Aqui se come comidas da região e bebe-se a tradicional kölsch. Os garçons são chamados de Köbes e possuem comportamento bem peculiar.

Romisch-Germanisches Museum: história romana em Colônia, inclui objetos de escavações na região.

Ludwig Museum: museu de arte moderna e contemporânea.

Rautenstrauch-Joest Museum: construído recentemente, exposição permanente de ótima qualidade sobre diferentes culturas no mundo.

Mais ao norte, há o bondinho, Kölner Seilbahn, que sai do zoológico e vai para o outro lado do rio.

EHRENFELD: Bairro com muitos turcos, ficando mais popular e alternativo entre jovens e estudantes. Mais tranquilo e barato, com boas opções de restaurantes.

Geral

Igrejas: há muitas, mas muitas igrejas em Colônia. Dá para fazer um tour somente delas.

Flohmarkt: são os mercados de segunda mão, a diversão do fim-de-semana. Há em vários locais, dias e horários. Cada um tende a ter alguma especificidade. Eu gostava do mercado que é perto da Uni (Stadtflohmarkt)

Casas de banho: na Alemanha são muito comuns, e é necessário estar nu para poder frequentá-las (a não ser nas turcas). Paga-se o valor da diária ou de algumas horas e vale muito à pena a experiência. Uma das que mais gosto é a Neptunbad (em Ehrenfeld).

Piscinas públicas: há piscinas públicas que podem ser frequentadas por uma pequena taxa, e muitas possuem piscinas externas quentes. Uma das que frequentei muito foi a Agrippabad.

Coisas brasileiras: No Ring, entre a Zülpicher Platz e BarbarossaPlatz tem um mercado africano (ao lado de uma loja de perucas/cabelos) que vende diversos produtos brasileiros, inclusive aipim!

E há também um bar em Friesenplatz chamado La Fe que tinha dias de samba com grupos brasileiros. Há algumas programações para brasileiros.

Em Barbarossaplatz há um mercado asiático ótimo, bem em frente à estação

Japão: Tóquio

Tokyo é uma cidade de extremos: locais excessivamente barulhentos e cheios e locais extremamente zen; bairros que parecem ter parado no tempo e locais futurísticos; pessoas se vestindo de forma igual e harajuku girls. Os otakus são um exemplo.

Culto à beleza. Tudo é pensado em detalhes para ser belo e agradar o próximo. A forma como os talheres são dispostos à mesa, o uso de luvas por atendentes, o silêncio nos metrôs, as embalagens, é uma cultura de pensar no outro, de se inspirar na natureza e buscar o belo nos gestos.

É muito seguro. Casas e até um albergue onde fiquei não possuem muitas trancas e grades. Os índices de furto são baixíssimos no Japão.

Highlights

  1. A gentileza dos japoneses, até pra te empurrar para entrar no trem cheio.
  2. Comida. É sempre boa, tudo fresquinho, principalmente no Tsukiji Market.
  3. Mundo Kawaii. Em Tokyo encontra-se coisas kawaii (fofas) em tudo que é canto, mas principalmente em Harajuku.
  4. Lojas para os Otaku em Akihabara. Vontade de levar tudo para casa.
  5. Pachinkos, lugares muito loucos.
  6. História: Museus Nezu e Tokyo National Museum
  7. Caminhar por Yanaka
  8. Explorar Shibuya

Coisas peculiares do Japão

Vi uma vez em uma reportagem que há lojas Otaku que vendem coisas muito bizarras (como calcinhas usadas!). Em vários locais de Tóquio, encontra-se os Maid Cafes: cafés onde as mulheres se vestem estilo Lolita e tratam os homens como se fossem suas empregadas. Elas ficam pelas ruas tentando atrair clientes. Bem bizarro.

Izakayas são os pubs japoneses, que servem pequenas porções de comida e são mais informais. Bom para tomar drinks ou para os dias que você quer experimentar várias coisas.

Há restaurantes baratos de soba e udon onde você compra o que quer através de uma máquina (uma vending machine com muitas opções) e depois só entrega o papel para o cara do balcão e come em pé mesmo. É uma experiência…

Por bairros

Asakusa

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Bairro que ainda preserva um pouco da atmosfera da era Edo. Ao chegar, recomendo ir ao Centro de informações turísticas, que fica perto da saída do metrô. Eles dão orientações sobre a área e há um deck para observação com uma boa vista da entrada do templo Senso-Ji e adjacências.

Templo Senso-ji: é um dos mais populares e o mais antigo da cidade, construído em 628. Após passar o portão principal (chamado Kaminarimon), há a rua Nakamise com diversas lojinhas que estão lá desde a era Edo. Cruzando a Nakamise, há outra rua que tem ar mais antigo, a Denbo-in.

 

Akihabara

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Este é o bairro dos eletrônicos e da cultura Otaku (fãs e apreciadores quase obsessivos). É divertido andar pelas ruas e explorar as lojas. Perto da estação de Akihabara há diversas lojas de personagens em miniatura, video games, mangás, sex shops, entre outros.

Só como curiosidade, há um restaurante/casa de shows da girl band AKB48, composta por dezenas de meninas, que é super famosa no Japão. Ao lado há o Gundam Cafe, destino popular de turistas.

Uma das minhas lojas preferidas foi a Mandarake, diversos andares só de mangá. A Kotobukiya também tem uma variedade de coisas, de bonequinhos a mangás, mas há diversas lojas similares. Outra que foi interessante visitar é a M’s pop life department, um sex shop de diversos andares que tem de tudo, inclusive bonecas infláveis estilo lolita, bem bizarro. Essa coisa da mulher frágil e submissa no Japão é bem forte e assustadora.

Não deixe de visitar uma casa de Pachinko. Há várias em Akihabara, Shibuya e outros bairros. Acho que são os lugares mais barulhentos de Tóquio.

Um local que decepcionou foi o Tokyo Anime Center, que parece promissor mas é só uma sala com exposição e lojinha bem caídos. A exposição tinha desenhos originais de mangás, mas estava mal organizada.

Ali perto há o 3331 Arts Chiyoda, uma escola de artes que possui área de exposição. Vi algumas muito boas lá e é um bom lugar para tomar um café.

Um pouquinho mais distante fica o Origami Kaikan. É um centro de origami, com pequenas exposições, oficina de papel e aulas de origami. É modesto mas vale a visita.

Tokyo + Ginza

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Ginza é um bairro com as lojas chiques, com cara ocidental. Caminhei pouco por lá, mas nada me pareceu muito interessante.

Palácio Imperial: fica na verdade em Chiyoda, mas é relativamente perto de Ginza, então vale visitar no mesmo dia. A entrada só é permitida em uma área (East Gardens), não é possível entrar no palácio pois a família imperial mora lá. Neste local ficava o Castelo da era Edo, onde morava o shogunato, mas a maioria das construções foi queimada. Há ainda alguns portões e construções remanescentes, e me chamou atenção um grande gramado que na época Edo era repleto de casas de madeira, todas queimadas durante guerras.

Tsukiji: maior mercado de peixe do mundo. Há o mercado interno, para atacado, que começa de madrugada. Há diversas regras e tem que chegar bem cedo para ver o leilão de Atum, e pegar uma senha). Há também o mercado externo, para visitantes experimentarem de tudo, é uma experiência incrível em frutos do mar. Há vários restaurantes que servem peixe (e amigos estranhos) super frescos.

 

Harajuku

Bairro repleto de lojas kawaii. É interessante só caminhar pelas ruas de Harajuku em um fim-de-semana ensolarado para ver as vestimentas das pessoas. Há vários estilos, como o Harajuku, o Lolita e o Ganguro e lojas que vendem esse tipo de roupa. O melhor lugar para é a rua Takeshita e seus arredores. De lá dá para ir andando a Omotesando, local de compras. Por ali há o Kawaii Monster Cafe, um restaurante bem diferente, que é quase um parque de diversões. Tudo é fofo e colorido.

Para o outro lado, há o Yoyogi, parque querido pelos moderninhos, onde fica o templo Meiji Jingu. Parece ser um local popular para casamentos tradicionais, pois vi dois no mesmo dia. Local gostoso para caminhar.

 

Odaiba

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Odaiba é um distrito conhecido por parques de diversão, cinemas, e uma grande estátua do Gundam. Não sou muito fã de locais deste tipo, mas fui lá por causa de uma casa de banho (Oedo-Onsen Monogatari) que me ajudou a recuperar as energias durante a viagem.Ao chegar você precisa tirar toda a sua roupa e colocar o yukata que eles fornecem. Você não pode utilizar roupas nem biquini para entrar nas piscinas e saunas. Há uma área compartilhada com restaurantes e área de descanso, e os locais de banho são divididos por gênero.

Minato/Roppongi

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Andei um pouco por essa área, mais para ir a restaurantes. Lá há o Mori Art Museum, de arte contemporânea com curadoria excelente. Um segundo motivo para ir a este museu é que ele fica na cobertura do prédio, e a vista de Tóquio é incrível.

 

Ryogoku

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É o bairro do Sumô. Lá fica a Arena de Sumô (Ryōgoku Kokugikan) e vários Dojos de treinamento. Não consegui visitar a arena pois fui em época de torneio e os ingressos estavam já esgotados, mas a visita parece ser bem interessante. Os Dojos não são abertos a turistas, mas dá para dar uma espiadinha se você der sorte, ou ver lutadores pelas ruas. Busque onde há “sumo stables” perto de onde você estiver. Se conhecer algum japonês e levá-lo junto suas chances de conseguir ver os treinos são maiores.

No bairro tem o Tokyo Skytree, que me pareceu muito turístico, mas meu primo que mora em Tóquio e tem filhos pequenos gosta de levá-los lá.

 

Shibuya

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Fica perto de Harajuku, mas com outra atmosfera. Lá há o cruzamento mais famoso de Tóquio, o Shibuya crossing, com uma quantidade absurda de pessoas atravessando as ruas. Ali você se sente em Tóquio! Entre a estação e o crossing há uma estátua do cão Hachiko (a história dele está aqui, já virou até filme).

Em Shibuya, caminhe pelas ruas cheias de gente, lojas e restaurantes. O Shibuya 109 é um shopping/galeria com vários andares. É como uma loja de departamentos mas com várias lojinhas pequenas. E tem uma Muji enorme, com vários andares.

O Tokyu Food Show fica no andar inferior de uma loja de departamentos, a Tokyu. Tem comida de tudo que é tipo, para experimentar. Um pouco caro, mas há coisas fascinantes, principalmente as sobremesas.

Na direção de Omote-sando há um dos museus mais lindos que visitei, o Museu Nezu. A museografia é incrível, tudo bem organizado e disposto, e há um jardim japonês lindo. Esse museu foi indicação de um japonês.

Shinjuku

Shinjuku também é uma área de compras (com grandes lojas de departamento), mas também da noite. O Golden-gai é uma área com vários pequenos bares e restaurantes formados no caos do pós-guerra. Ali perto há o Kabukicho, o distrito da luz vermelha de Tóquio.

Nos arredores da estação Shin Okubo fica a Korean town, uma área dedicada aos fãs de K-pop e comida coreana, com cafés e restaurantes temáticos.

Ueno + Yanaka

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Essa área também é chamada de Yanesen (contemplando Ueno, Yanaka e Sendagi), e dá uma ideia de como Tóquio era antes da segunda guerra mundial.
Ueno é o parque mais famoso de Tóquio (talvez do Japão), e possui um zoológico, templos e museus. Recomendo ir ao Tokyo National Museum, o maior e mais antigo museu de Tokyo, composto por vários museus. Há uma área de Casas de chá, que só pode ser acessada em determinadas épocas, mas pode ser vista de uma balcão no prédio Honkan. Há muita coisa para ver, dá para ficar uma tarde inteira nos museus. No parque há também templos bonitos e um enorme lago de Lotus, que à primeira vista parece um jardim comum.
Ameyoko é uma área bem agitada, de compras, perto da estação de Ueno. Lá há de tudo, de roupas a peixe.
Yanaka não é tão cheia de turistas e é um dos poucos bairros em Tóquio onde dá para se sentir no passado. É gostoso e tranquilo caminhar por lá e ver casinhas pequenas, de madeira, com poucas grades, parecem uma cidade pequena. Há estúdios de artistas, diversos templos, o gostoso é explorar. O cemitério de Yanaka é bem antigo e um dos locais populares para ver as cerejeiras. Em Yanaka há também diversas lojas de Senbei, e eles fazem os biscoitinhos lá mesmo.

 

Comida

Se você perguntar aos locais quais são os melhores restaurantes, invariavelmente a resposta é que a comida em Tóquio em geral é muito boa. É difícil comer algo que não seja gostoso lá. Algumas coisas que vale provar:

Unagi: carne de enguia, super macia.

Okonomiyaki

Takoyaki

Yakitori

Street food

Peixes estranhos

Soba/Udon

Natto beans

Onde ficar?

Uma dica que me deram é ficar em qualquer estação perto da Yamanote line. É mais rápido andar pela cidade, e mais barato do que pegar metrô. Os turistas tendem a preferir Shibuya e Shinjuku, mas eu acho que uma boa dica é talvez ficar em mais de um lugar. É demorado andar por Tóquio, então se você ficar em áreas diferentes da cidade pode explorar mais sem se cansar tanto. Fiquei em Ryogoku, Shinjuku e depois em um bairro no subúrbio.